Action Comics

Superman puto pra caralho destruindo um carro e todo mundo cagado de medo.

Action Comics é a quarta revista criada pela DC Comics, quando ainda se chamava National Comics, e a primeira da editora que realmente bombom, e é a segunda mais longeva da editora, só perdendo pra Detective Comics, aquela que dá nome pra editora. E é a revista que revelou, já na sua primeira edição, um certo ser vestido de azul com capa vermelha e cuecão vermelho por cima das calças de colante azul...

História da publicação

Como tendência da época, a Action Comics era uma revista mix, com um monte de histórias de vários personagens, em geral um monte de aleatórios e raramente um ou outro relevante (como o clone do Mandrake e o Vigilante), além, claro, do tal do "Azulão de Metrópolis", o único personagem que realmente geral se importava em ver na porrinha da revista, que virou um sucesso enorme, inclusive a edição número 1, de junho de 1938, que custava ridículos 10 centavos de dólar, agora, por ser o suposto marco zero dos super-herói de quadrinhos, já foi vendida por inacreditáveis 1,5 milhão de dólares - dos quais nem um centavo foi pros bolsos das famílias dos criadores do Superomi, Jerry Siegel e Joe Shuster, que até hoje ficam só na mão.

Não a toa, a partir de maio de 1959, na edição 252 (a estreia da Supergirl), histórias não-relacionadas ao Super foram pras cucuias, só restando historinhas dele e de sua família por lá por anos a fio, e até hoje ficou assim, inclusive sendo chamada a revista de Superman in Action Comics pra deixar bem claro a falta de coragem de escrever outras histórias nessa revistinha. Por um tempo, entre 1987 a 1988, nas edições de 584 a 600, a revista contou com historinhas team-up, com o Super interagindo sempre com outro herói na jogada, num esquema que relembrava a finada revista DC Comics Presents. Por um tempo, após A Morte do Superman, a revista passou a ser chamada de SuperGirl in Action Comics, tentando dizer que agora a Supergirl Matrix que iria seguir como a heroina, mas depois, em O Retorno do Superman o Erradicador passou a ser o herói da revistinha, até, claro, o verdadeiro azulão aparecer.

A dispensável e burra fase "semanal"

Entre o final de 1988 e junho de 1989, a revistinha, por uma viagem maluca da editora, passou a ser semanal (com o nome Action Comics Weekly), entre os números 601 a 642, com histórias minúsculas de uma caralhada de personagens, inclusive o Superman desenhado pelo Curt Swan. As historinhas minúsculas na verdade eram pra ser a cada edição um pedacinho de uma história maior, o que fez com que desse jeito bem gambiarra pudesse rolar histórias do Super, do Cão Raivoso, do Desafiador, da Lady Fantasma, dos Falcões Negros, do Sexteto Secreto original, do Shazam numa fase bem bostinha do personagem e do Lanterna Verde só porque naquele tempo tinham cancelado o título dele depois de Milênio por pura burrice da DC. Enfim, essa ideia de jerico logo foi revertida em junho de 1989, e a DC só inventou de repetir a dose (dessa vez com mais sucesso) na saga 52.

Segunda versão

Em Os Novos 52 a turma decidiu resetar a porra toda, incluindo o Action Comics, e em novembro de 2011 criam essa pocilga que deu origem a um Superman inconsistente e com cara de pamonha. Pelo menos em julho de 2016, com a saga DC: Renascimento, essa porra toda foi ignorada em diversos níveis, inclusive resgatando a Action Comics original do limbo, o que fez com que ela, tal qual a também ressuscitada Detective Comics chegarem aos insanos números 1000, e já terem passado faz tempo disso, ainda que há muito tempo ambas revistas só sirvam pra falar do Superman e do Batman apenas, diferente de suas originais, bem diferente mesmo.